ENCONTRO COM O DELEGADO GERAL

Prefeito de Presidente Alves – Cristiano dos Santos
e Artur Dian – Delegado Geral de Polícia

Autoria: Ronaldo Pantera Lopes

Jornalista e Escrivão de Policia Aposentado

         O Delegado-Geral de Policia Artur José Dian, recebeu na sede da DGP a visita do prefeito de Presidente Alves, Cristiano dos Santos, acompanhado do escrivão de policia e jornalista Ronaldo Pantera Lopes.

Durante o encontro, o prefeito alvense solicitou ao chefe da Policia Civil, um delegado para comandar exclusivamente a Delegacia de Policia do Município, uma vez que a unidade depende de um delegado que atende outras cidades da região, sobrecarregando sua atuação. Toda delegacia tem de ter ao menos um delegado ou uma delegada que responda diretamente pela unidade.

          Dr. Artur José Dian informou ao prefeito que concursos públicos estão sendo realizados, mas a defasagem de delegados ainda é grande. Os concursos em andamento, aos poucos, deverão suprir a demanda. Presidente Alves, segundo o último censo, tem cerca de 4 mil habitantes, ficando atrás de outros  municípios maiores na fila de espera por um delegado-titular. São Paulo conta com 645 municípios e nem todos possuem uma autoridade exclusiva. Apesar da demora em ter um delegado-titular, o Município poderá, em breve, receber o reforço de pelo menos um escrivão e um investigador.

          Aproveitando a oportunidade o jornalista e escrivão Ronaldo Pantera Lopes conversou com o delegado-geral eprocurou saber sobre o déficit de cargos em todas as carreiras, os vetos no que se refere a Policia Civil na Lei Orgânica Nacional, as medidas que podem contribuir para os policiais civis aposentados, sobre o porte de arma, melhorias salariais eprojetos em favor do policial civil.

  A respeito da defasagem do efetivo, o chefe da Polícia Civil disse que encontrou no inicio de sua gestão, um déficit de 33% em todas as carreiras, que gira em torno de 12 a 13 mil policiais.

           Artur José Dian disse que “a Policia Civil já mantém um concurso em andamento com vagas para diversas carreiras, mas que estava de certa forma com uma morosidade”. Ele e sua equipe haviam conseguido dar uma agilidade, tanto que terminaram esses concursos, onde das 2.900 vagas passaram perto de 3.800 candidatos e agora vem fazendo gestões junto àSecretaria e Governo para que esses aprovados sejam nomeados.

          O delegado-geral acrescentou que “atualmente a Policia Civil vem realizando concursos para as carreiras de investigadores, escrivães, delegados, peritos e médicos legistas, o que representa um total de mais de 7.000 novos policiais”. Isso possibilitará uma correção bem acentuada e assim poderão suprir algumas lacunas nas carreiras e designar os novos policiais para os locais mais necessitados.

          Ao ser consultado sobre a nova Lei Orgânica Nacional a respeito dos artigos que foram vetados no que se refere a Polícia Civil, principalmente sobre os que antes favoreciam os policiais civis e agora cortados, o delegado Artur Dian se mostrou preocupado com a medida. Ele adiantou que vinha acompanhando o tramite dessa Lei Orgânica, Lei Geral das Policias, com outros delegados, demais policiais de outras carreiras e entidades de classe e lamentou que na hora da sanção, alguns artigos foram vetados.

          Afirmou que são artigos importantes, que seriam em benefício dos policiais e que estão trabalhando nas alterações, tanto que montaram uma comissão para tratar da Lei Orgânica Estadual e também trabalhar em cima e derrubar esses vetos. Ele e os demais policiais estão se dedicando a isso, tanto que se reuniu com os delegados gerais de outros estados para que possam trabalhar em cima dessa proposta de derrubar os vetos.

          O Delegado-Geral, também se manifestou a respeito do policial civil aposentado e sobre as dificuldades para que possam portar armas de fogo, diante de uma série de trâmites burocráticos. Artur Dian disse que agora existe uma facilidade para o aposentado portar arma de fogo, tanto que está contemplada nessa nova Lei Orgânica, pois a antiga era de 1979. Nessa nova Lei ele já está sendo atendido com todos esses benefícios, inclusive nos projetos novos em andamento, acrescentando que existe também uma preocupação com a saúde do policial da ativa, que se estende para os aposentados. Todos os projetos são em benefício dos policiais em atividade e os aposentados.

          Artur Dian também falou a respeito de possíveis reajustes para os policiais, apesar de o governador ter concedido um aumento para as carreiras, e sobre a exigência do nível superior para escrivão e investigador, porém o salário não acompanhou a medida.

          Ele adiantou que existe uma possibilidade do salário acompanhar o nível superior, pois o próprio governador prometeu acertar a situação assim que possível. Lembrou que no primeiro quadrimestre a Policia Civil recebeu um reajuste, escalonado para algumas carreiras, em média de 20%. Isso demostrou o compromissodo Governo, que tem falado de outros estudos para novos aumentos nos próximos anos, respeitandoo Orçamento.Enfim, o governador vê com muitos bons olhos, mesmo porque a Polícia foi a única categoria que teve um reajustenesse percentual. Ele apontou que, antes do final do seu governo, teremos outros aumentos para poder recompor as perdas dos últimos anos.

          Para finalizar, o Delegado-Geral disse que estão em andamento vários projetos que favorecerão o policial civil, mesmo porque, ele conhece os problemas da base. Como recebe todas as entidades de classe, tanto policiais da ativa e policiais aposentados, sabe as demandas e elas são compiladas para que isso se transforme em projetos em benefícios para a categoria. Ressaltou que existem vários projetos em andamento para que o policial seja realmente valorizado.

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